

A Previdência Privada é uma aplicação financeira que funciona como uma alternativa de renda complementar para quem não quer depender apenas dos valores pagos pela Previdência Social. Dessa forma, a Previdência Privada é interessante para quem ganha acima do teto do INSS, para os servidores públicos que não tem direito a se aposentar com o valor integral dos seus rendimentos. Além disso, ela também pode ser usada para outros objetivos de longo prazo.
Nos planos de Previdência Privada é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade em que ela será feita. O valor recebido será proporcional ao contribuído. Uma das vantagens desse tipo de seguro é que não existe a obrigação de que o segurado se aposente para receber o dinheiro que investiu, o investimento pode ser usado com outras finalidades de longo prazo.
Há dois tipos de Previdência: as fechadas e as abertas. As fechadas são acessíveis apenas a empregados vinculados a uma empresa ou profissionais de determinada categoria ou setor. Já as abertas são aquelas oferecidas por instituições financeiras a qualquer interessado. Nesta categoria, há dois planos mais conhecidos: o PGBL e VGBL. A diferença entre eles está relacionada à forma de pagamento do Imposto de Renda (IR) que incide sobre a aplicação.
Entenda cada uma delas:
Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL): Este tipo de Previdência Privada é mais indicado para quem possui renda mais alta, uma vez que os valores pagos ao plano podem ser descontados no Imposto de Renda. No PGBL, o imposto incide sobre o valor resgatado.
Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL): Este tipo é mais indicado para quem não possui renda muito alta, que declara IR direto na fonte.
Os planos de Previdência contam com uma série de incentivos tributários que estimulam o investimento de longo prazo e penalizam resgates no curto prazo. Por isso, costumamos dizer que a Previdência Privada não é recomendada para objetivos de prazo menor a oito anos.
Um dos incentivos é a ausência do come-cotas, que é o mecanismo de tributação de fundos de investimento. No come-cotas, o IR é pago em cotas a cada seis meses, mesmo sem haver resgates. A ausência de come-cotas é benéfica, pois os recursos que seriam subtraídos do fundo para pagar o imposto continuam investidos e gerando rendimentos. Isso quer dizer que o IR só é pago na hora de resgatar o plano ou receber o benefício.
Independentemente do plano, existe a opção por duas formas de tributação. Uma delas é a tabela regressiva, que favorece o resgate do dinheiro de uma só vez. A outra forma é a tabela de impostos progressiva, mais vantajosa para aquelas pessoas que querem receber a quantia investida em forma de parcelas mensais e não resgatar o dinheiro todo numa só parcela.
Atualmente, outra vantagem é a possibilidade de realizar a Portabilidade da Previdência. Isto é, migrar seus recursos para outro plano ou instituição financeira que permitirá que seu investimento obtenha maior rentabilidade e melhor performance sem custos adicionais, sem perder os benefícios e características do plano atual e com taxas administrativas menores. Além de não haver custos com IR, também não há cobrança de taxas para realizar a migração – a menos que o seu plano original cobre taxa de saída. A Portabilidade de Previdência Privada pode ser feita entre planos abertos, entre planos fechados (como fundos de pensão), de um plano aberto para um fechado ou vice-versa.
No que se refere ao resgate, existem diferentes formas de realizá-lo. Os principais são:
Uma dúvida recorrente é o que acontece ao plano de Previdência após a morte do titular. Tudo depende, basicamente, de três fatores:
É importante frisar que, antes de fazer um plano de Previdência Privada é de extrema importância buscar empresas sérias do segmento. Instituições sólidas poderão oferecer benefícios atrativos e darão segurança para que você chegue à aposentadoria sem surpresas desagradáveis.
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