

O assunto começou a repercutir após a veiculação de uma milionária campanha onde o Itaú faz críticas duras ao modelo de comissionamento utilizado por corretoras e agentes autônomos de investimentos.
A XP, por sua vez, não ficou calada, nem economizou argumentos e também fez críticas às práticas financeiras do banco. Veja um trecho da resposta de Guilherme Benchimol (CEO da XP):
“Quem nunca recebeu uma oferta do seu banco com um cheque especial abusivo, um empréstimo com as mais altas taxas de juros do mundo, um “investimento” na caderneta de poupança, um título de capitalização desnecessário, um fundo com taxas exorbitantes, um consórcio para bater a meta do fim do mês e assim por diante?”
Essa “briga” pode ser considerada um dos fatos mais improváveis de 2020, já que o Itaú é dono de 49% da XP.
Não podemos afirmar ao certo como isso iniciou, porém, o motivo que gerou a discussão não é o mais importante, independente se foi por estratégia, embate real ou por um improvável erro, podemos evidenciar um grande problema de conflito de interesses que está presente tanto nos bancos como nas corretoras.
Agora, tente responder esses dois questionamentos:
Difícil de responder, certo? A realidade é que você não tem como acessar essas informações e saber se realmente seus investimentos e aplicações são as melhores soluções para você.
O problema não está no banco ou na corretora, muito menos em uma marca ou instituição como no caso do Itaú e XP Investimentos, o conflito de interesses está no modelo transacional, popularmente utilizado no país inteiro.
No modelo transacional, a remuneração é baseada na venda de um produto ou serviço e as comissões e rebates podem variar, permitindo que tanto os bancos como as corretoras de investimento recomendem para você o produto que “paga melhor”, ou seja, que atendem aos interesses deles.
E agora,o que você pode fazer?
Onde você vai colocar o seu dinheiro e depositar sua confiança?
Você precisa de uma vez por todas conhecer o modelo Fiduciário.
Embora ainda seja pouco divulgado no Brasil, o modelo já é consagrado e responsável pela gestão de fortunas, aqui e em países como Estados Unidos e Inglaterra.
Este modelo começou a ganhar espaço no Brasil e tem se demonstrado acessível a quaisquer pessoas que tenha uma reserva inicial para aplicar ou que demonstre condições para guardar parte de seu capital mensal.
Dentro do modelo Fiduciário existe um completo alinhamento com seus interesses, as empresas e profissionais que trabalham são remuneradas exclusivamente pelo cliente. Esse formato de remuneração impede que o planejador ou gestor de investimentos privilegie determinado produto e coloque seus interesses financeiros acima dos seus.
Não para por aí, além da transparência e alinhamento de interesses, você conta com uma gestão ativa que de hora em hora está avaliando e selecionando as melhores opções para aplicar seu dinheiro.
Antes de concluirmos, gostaríamos que você olhasse a “Carta Aberta” escrita pelo nosso parceiro Diego Ignácio, Co-Founder&Partner da IN Group. Foi essa carta que nos motivou a produzir esse diálogo com você e lá, você irá encontrar um ponto de vista interessante e enriquecedor sobre esse assunto.
Link: https://www.solucoes.in/post/carta-aberta
Quanto mais tempo você demorar a aderir ao modelo Fiduciário, mais dinheiro você pode estar deixando de ganhar, e por mais tempo os interesses de instituições financeiras e corretoras de investimentos vão prevalecer sobre os seus.
Poderíamos citar outras dezenas de vantagens, mas vamos deixar isso para um outro momento.
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Se você quer saber mais sobre esse tema ou tem dúvidas sobre o assunto, eu e minha equipe estamos a sua disposição.
Um abraço,
Marcelo Cantiere.
CEO Marcanti Adviser e Sócio Fiduc.