

Você deve ter acompanhado a repercussão da discussão entre XP Investimentos e Itaú. O conflito mobilizou diversos canais de comunicação e se espalhou pela internet. Por conta desse debate, hoje, é muito fácil encontrar em blogs e portais de finanças pessoais as principais diferenças entre investir com Bancos e Corretoras.
Mas o que chamou nossa atenção em toda essa história não são as diferenças e vantagens de um ou de outro e sim uma forte semelhança que todo investidor deve conhecer antes de decidir onde e com quem irá investir.
Vamos entender essa importante semelhança com um exemplo prático:
Quando você aceita a recomendação de investimento de um fundo ou produto de investimento feita pelo gerente do seu banco ou por seu corretor, na prática você está comprando um produto e eles serão comissionados por essa venda.
Esse fato permite que os produtos que pagam maior comissionamento sejam privilegiados, mesmo não sendo a melhor opção para o cliente.
Você pode estar pensando:
“O meu gerente ou minha corretora de investimentos precisa receber pelo trabalho executado.”
Sim, nós concordamos e defendemos que os profissionais precisam receber a remuneração adequada, porém, o pagamento através de comissões abre espaço para que os interesses individuais ou corporativos do vendedor prevaleçam sobre o seu, gerando um problema grave de conflito de interesses, tanto para os Bancos como para as Corretoras de Investimento.
E o problema não para por aí, veja:
1- Como você não controla ou sabe qual o valor da comissão dos produtos e serviços disponibilizados, não é possível determinar o custo das operações. Você nunca vai saber quanto seu dinheiro realmente está rendendo.
2- Na maioria dos casos, a apresentação de uma oferta é baseada em resultados anteriores, evidenciando os bons resultados que aquele produto já atingiu. Investir em algo que vem apresentando bons resultados parece inteligente, mas na verdade só é uma evidência que alguém já ganhou dinheiro no passado e essa informação isolada não garante que você também ganhará.
Os problemas evidenciados não dizem respeito a bancos e corretoras, muito menos a uma instituição específica, são falhas presentes no modelo transacional predominante no Brasil e praticado pela grande maioria das empresas e profissionais que atuam com investimento.
Você precisa, definitivamente, conhecer o Modelo Fiduciário de Investimentos, uma alternativa com total alinhamento de interesses, transparência e gestão ativa. No Reino Unido, 100% do mercado de investimentos opera com o modelo Fiduciário, que já se consagrou em outros países de primeiro mundo como os Estados Unidos e agora vem conquistando espaço no mercado brasileiro.
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